Sábado, 2 de Janeiro de 2010

Rio Vizela, da Nascente à Foz (10)

Depois de alguns dias de interregno, por forma a gozar bem as Festas de Natal e Ano Novo ( até porque a vida, não é só blogar...) volto ao convívio dos habituais visitantes deste espaço, com um novo post sobre o Rio Vizela, com como sabem foi um trabalho realizado entre Dezembro de 1990 e Junho de 1991. A cerca de 3 post da final desta saga, entramos já na fase mais industrializada do rio, o que para os nossos olhos um tanto habituados à alvura das suas águas, enquanto rio de montanha, se torna doloroso com a poluição desenfreada que, lentamente o assassina.

Açude, junto à Companhia de Banhos e Ponte D. Luís I

Açude, na antiga Quinta das Bouças, junto ao Restaurante Maquias (neste local, reunia-se Camilo Castelo Branco e mais alguns amigos, segundo relatos do escritor no seu livro Novelas do Minho, no conto Gracejos que matam - "das sete pessoas que em Junho de 1851 sestiaram no sinceiral de Vizela, vive somente uma; que sou eu..."

 

 O mesmo local anterior, visto numa outra perspectiva.

Ponte Romana de Vizela - Edificada durante o período romano no âmbito da importantíssima via que ligava as localidades de Braga e Mérida,

a ponte de Vizela foi submetida a algumas obras de reconstrução que, no conjunto, lhe conferiram o aspecto que é hoje possível visionar.
O tabuleiro, encurvado, pavimentado com lajes graníticas
  e com cerca de quarenta metros de comprimento e três e meio de largura,  assenta sobre três arcos redondos de diferentes dimensões,  separados por pilares contrafortados. É num destes que se encontra um olhal com arco de volta redonda para escoamento das águas em tempo de cheias

 

 Açude em Vilar, pouco antes do moinho do Lopes "mudo"

Moinho em Ruinas - Lopes "mudo"

Antiga Fábrica de Papel Ante - Vilar. Uma das muitas fábricas de papel que o Rio Vizela teve

nas suas margens

Ponte da Saganhada - Aqui, um aspecto bastante degrada das margens do Vizela, fruto da industrialização de que falavamos à pouco

 

 

Ponte da Fábrica Têxtil de Vizela - Teviz. Construída em 1935 esta empresa têxtil, foi edificada no preciso local onde existiu outra fábrica de papel, daí o nome do local: Lugar da Fábrica de Papel

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Ponte da Fundição, a separar Moreira de Cónegos, de Vilarinho

 

 

 

 


publicado por Júlio César Ferreira às 18:53
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Sábado, 19 de Dezembro de 2009

Rio Vizela, da Nascente à Foz (9)

Trabalho realizado entre Dezembro de 1990 e Janeiro de 1991, "Rio Vizela, da Nascente à Foz", foi um alerta para um rio que, enquanto fonte de vida, agonizava já com a poluição que se fazia sentir, nomeadamente nas zonas mais industrializadas, embora fosse já possível ver, alguns locais de mais intensa ruralidade, algumas agressões ambientais derivadas de algum desleixo e desinteresse por parte de muitos de nós. Pretendeu-se com este trabalho, chamar a atenção para este flagelo que, infelizmente, ainda não está debelado, pese embora o facto de, em alguns locais, por força da crise nos têxteis e calçado, assim como na agricultura e pastorícia, o rio se apresentar menos poluído.

 

Ponte Románica de Tagilde, às portas de Vizela

 

Açude e Ilha, a montante da Ponte Románica de Tagilde

 

 

Pescadores, junto ao Açude da Ramalhada, ainda em Tagilde

 

Açude da Ilha dos Amores. Um dos locais outrora mais romanticos de todo o Rio Vizela, profusamente cantado por inúmeros escritores e poetas, como Camilo castelo Branco, Ramalhao Ortigão, Sena de Freitas e tantos outros.

Vestigios da ponte pensil em arame, outrora ali existente e que fez as delícias da juventude dos anos 50 do século passado.

 

Uma panorámica serena do lugar da Cascalheira, onde em tempos existiu a 1ª Fabrica de Papel  do Mundo, em pasta vegetal , destruída pela sanha conquistadora dos exércitos de Napoleão.

 

Ponte da Cascalheira. Ponte que ligava as duas margens do Vizela, aquando a existência da da Fábrica de Papel, anteriormente referida, só agora, por acção da Câmara Municipal de Vizela, é que ficou transponível.

 

Aspecto da referida ponte que, como se pode ver, era impossível de transpor 

Açude dads Turbinas, ou Açude do Parque.

Outro aspecto do Açude do Parque, agora numa época diferente, em pleno Parque das Termas de Vizela

 

Todas as fotos apresentadas nesta colecção foram digitalizadas de positivo

 


publicado por Júlio César Ferreira às 17:46
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